No dia 26 de abril ela chegou atrasada, estávamos sentados no pátio do campus conversando quando ela apareceu dizendo “Eu vou morrer! Eu tô com dor nas costas!”, nem disse “oi”, e saiu correndo pro caixa eletrônica por que tinha que pagar a mensalidade. Minutos depois ela volta, contando o que aconteceu com o caixa. Ela já tinha digitado o valor a sacar e estava digitando a senha quanto o caixa pifou, ficou com a tela preta. Coisas que só acontecem com a Carine.
Como toda quinta-feira eu sou a última a conseguir sair da aula, normalmente vou embora sozinha, às vezes a Vanessa vai junto, mas nesse mesmo dia a Carine saiu mais tarde também. No ônibus tudo calmo, conversamos, chegamos à estação de trem. Ela resolveu sentar na escada, sendo que passamos uma hora sentada no ônibus, então ela percebeu que havia perdido um brinco. Só que o brinco dela era gigante, redondo, muito grande, difícil não sentir aquilo pendurado na orelha. Ainda bem que estamos passando por uma volta a moda dos anos 80 e quase ninguém ia achar estranha uma pessoa que usa um único brinco gigante.
Ah! Quase me esqueço do terror de estar no trem com a Carine e parar na estação Esteio. O trem parou, as pessoas entraram, ele fechou as portas, mas em vez de ir embora ficou parado e abriu as portas de novo. Ainda bem que não era nada e fecharam as portas de novo. Sou traumatizada de parar em esteio com a Carine.

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