sábado, 12 de maio de 2007

26 de abril de 2007

Este semestre o único dia em que a carine vai para a Feevale conosco é na quinta-feira. Quando não conseguimos conversar com ela pelo msn, esperamos até chegar a quinta-feira para ela contar os acontecimentos do fim de semana. Quando não nos falamos e ela chega atrasada (a culpa é do primeiro ônibus que ela pega que às vezes se atrasa), ficamos comentando o que ela pode ter feito “de engraçado” e ainda não contou. E sempre tem algo.

No dia 26 de abril ela chegou atrasada, estávamos sentados no pátio do campus conversando quando ela apareceu dizendo “Eu vou morrer! Eu tô com dor nas costas!”, nem disse “oi”, e saiu correndo pro caixa eletrônica por que tinha que pagar a mensalidade. Minutos depois ela volta, contando o que aconteceu com o caixa. Ela já tinha digitado o valor a sacar e estava digitando a senha quanto o caixa pifou, ficou com a tela preta. Coisas que só acontecem com a Carine.

Como toda quinta-feira eu sou a última a conseguir sair da aula, normalmente vou embora sozinha, às vezes a Vanessa vai junto, mas nesse mesmo dia a Carine saiu mais tarde também. No ônibus tudo calmo, conversamos, chegamos à estação de trem. Ela resolveu sentar na escada, sendo que passamos uma hora sentada no ônibus, então ela percebeu que havia perdido um brinco. Só que o brinco dela era gigante, redondo, muito grande, difícil não sentir aquilo pendurado na orelha. Ainda bem que estamos passando por uma volta a moda dos anos 80 e quase ninguém ia achar estranha uma pessoa que usa um único brinco gigante.

Ah! Quase me esqueço do terror de estar no trem com a Carine e parar na estação Esteio. O trem parou, as pessoas entraram, ele fechou as portas, mas em vez de ir embora ficou parado e abriu as portas de novo. Ainda bem que não era nada e fecharam as portas de novo. Sou traumatizada de parar em esteio com a Carine.

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